segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Sobre viver (aos 17)

Freqüentemente me limito no ponto de vista que creio ser coerente para um feliz e derradeiro começo.
Deixo de acreditar nas metáforas e nos "contos de duendes" para jogar-me em meio a essa realidade inquietante.. com armas,sem rosas.
Julgar meus princípios: modo atual de nunca evitar ser alguém que será e foi.Que é.
Isso me declara até um pouco injusta com a comunidade a qual por consequência ou seleção natural estou inserida, em termos estruturais e laços genéticos.
Poderei fazer de mim agora o que eu necessitava há longa data.
Poderei não me reprimir, poderei auto aconselhar-me.
Mas não dá pra fingir, proliferar ilusões.
Garantirei que não me prenderei a laços duvidosos.
Afirmarei que a vida é passiva de nossas atitudes e que a mente conclui e nos ensina cada segundo a viver de acordo com o que nossas permanentes neuroses manifestam.
O que eu preciso saber nem sempre deixo que saibam junto comigo.
Um cobertor verde e um camaleão enclausurado.
Será que não está na hora? Ainda não sei se devo partir.
Se cedo, se tarde , se talvez.
Mas elas, as horas, são tão inconscientes quanto meus sentidos e possibilidades.
Elas me prendem. Vivem. São imortais.
Na folga existente tornam-se desnecessárias.
Realmente não me importo com elas.
E pro seu governo, uma má vida mesmo parte do egoísmo social, da desesperança interior, do exterior fajuto e visivelmente deslumbrante.
Eis que ainda sobrevivo.

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